quarta-feira, 6 de maio de 2009

Domingo eu fui ao Maracanã

Não, não fui torcer para o time que sou fã. Fui conhecer a magia do “maior do mundo” em dia de final. E não era uma final qualquer. De um lado, a supercampanha do Botafogo, que era azarão sem suas principais estrelas – Maicossuel e Reinaldo. Do outro, o Flamengo.

Ah, o Flamengo.
O Flamengo não é apenas um time. Não torço para ele, que fique bem claro. Mas sua torcida é algo impressionante. Ocupando aproximadamente 80% das quase 85 mil pessoas que assistiram à final, a nação rubro-negra é um espetáculo à parte.
Que torcida é essa!
Homens, mulheres, crianças e uma massa que empurrou a equipe para o título. Salários atrasados, técnico estigmatizado pelo vice, nada importava. O canto Vamos Flamengo ecoava pelo Estádio do Maracanã, arrepiando quem quer que fosse.
E o que falar do jogo, digno de final, o mais emocionante do país. Quando o caixão da estrela solitária parecia lacrado depois de dois a zero contra, perdendo um pênalti (com excelente defesa de Bruno), o Botafogo reagiu. Fez dois gols em dois minutos e incendiou a peleja.
O Flamengo tentou se recuperar, mas o recuo no início da segunda etapa fora fatal, e a decisão – para deleite daqueles que admiravam o espetáculo como eu – foi para os tiros livres da marca da cal.
Bruno brilhou.
Cuca venceu.
E o Flamengo foi pela 31ª vez, campeão do Estado do Rio de Janeiro. E a torcida deu mais um show, homenageando o time, o técnico, o capitão Fábio Luciano – que se aposenta no auge – e o próprio espetáculo, levantando poeira.
Em tempo, parabéns ao Corinthians, ao Cruzeiro, ao Atlético-PR, ao Internacional e a todos os campeões estaduais. Não acho que seja tanta coisa, nem o carioca, mas cabe o Parabéns!

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