terça-feira, 19 de maio de 2009

Merecimento

Um blog que fala de esportes merece um post sobre Roger Federer. Ou melhor, Roger Federer merece um post em qualquer blog que se pretenda esportivo. Ah! Não sei, na verdade.

Sei que, porém, Federer merecia, precisava de uma vitória sobre Nadal. Mesmo que ela não signifique muito no retrospecto entre os tenistas (vantagem do espanhol, 13-7) e quase nada nos prognósticos, o suiço renasceu o título em Madrid.

Não por ser o primeiro do ano, mas justamente por ser sobre o arqui-rival que lhe tem tanto incomodado em todos os pisos.

A conquista do suíço em Madrid não mudará o palpite de comentarista nenhum para Roland Garros, e nem mesmo do amantes do tênis. Até os mais fervorosos fãs de Federer sabem qual o provável, muito provável resultado do Aberto de Paris. A vitória no último Masters 1000 não os pode cegar, como já aconteceu.

Rafael Nadal é absoluto no saibro, nunca perdeu uma partida de 5 sets jogando na terra batida. É, talvez, o maior jogador que já passou por essa superfície e, com certeza, um dos maiores que já passou pelo tênis: seu nome certamente já figura junto aos de Bjorn Börg, John McEnroe, Guillermo Villas, Mats Willander, Jim Courier, Pete Sampras, Andre Agassi, Roger Federer.

Sim, Federer é um dos maiores tenistas da história! Repito, da história. História para a qual renasceu domingo, dia que merece ser largamente comentado pela importância que teve (tem).

Por mais que Nadal, claramente, não tenha jogado seu jogo, Federer conseguiu impor o seu (talvez por isso, em tempos, o espanhol não tenha conseguido jogar contra o suíço) e levou o campeonato, sem emoções, sem as oscilações que lhe tiraram vitórias das mãos anteriormente.

Inacreditável, improvável, inconcebível que seja, que em Roland Garros se repita o resultado de Madrid, com o suíço campeão do último Grand Slam que lhe falta.

Ele merece.

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