O jogo em Johannesburgo tinha tudo para ser uma grande festa da equipe amarela. Adversário inesperado, mas seguramente mais fraco que "A Fúria", time jogando bem, torcida a favor, técnico com muita sorte.
Só faltou avisarem o time dos Estados Unidos. Que abriu o placar aos 10 do primeiro com Dempsey e em excelente contra ataque (5 toques!) ampliou com Donovan ainda na primeira etapa.
O Brasil era melhor, bem melhor. Atacava, chutava, agredia, mas parava em Howard.
Veio o segundo tempo e com 0-2, o mínimo que se esperava de Dunga, era um atacante, um meia ofensivo. Sacar algum dos três volantes (de preferência os que só defendem) e ir pra cima. Tínhamos que fazer gols, era uma final! Só faltavam 45 minutos e perdíamos o jogo.
Aí brilhou a Estrela do Capitão do Tetra. Luis Fabiano faz um gol de futsal aos 40 segundos da etapa derradeira.
Um gol de desvantagem é mais tranquilo. Com pressão de verdade, mesmo com três volantes, o gol acaba saindo. De fato. Saiu no cabeceio de Kaká, que o juiz, o bandeira e até o Joseph Blatter deixaram de validar (sim, Sepp Blatter e a International Board, ao proibir chip na bola, hawk-eye na linha do gol, ou análise de video).
Acabou saindo de novo com Luis Fabiano, aproveitando rebote do incrível gol perdido de Robinho, que não merece ser titular da Seleção. Só joga quando está ganhando, e suas ações são malabarismos que pouco ou nada ajudam o time. É talentoso, muito. Quem sabe um tempinho no banco não o ajuda a melhorar.
Luis Fabiano a essa altura era o Salvador de Dunga, como fora na partida contra o Uruguai no Morumbi. O empate já estava de ótimo tamanho, afinal ao começar o segundo tempo o placar era 0-2. Quando Dunga fez duas substituições no mínimo desnecessárias àquela altura (Daniel Alves-André Santos e Elano(!)-Ramires), o placar era 1-2. E a essa altura, o jogo estava empatado.
Estava, pois eis que em escanteio cobrado por Elano, o capitão Lúcio desfere um cabeçaço sem chances para o goleiro (melhor da competição) Tim Howard.
Era o gol da vitória. Do tricampeonato do Brasil na Copa das Confederações.
Da consagração de Kaká como o melhor jogador do torneio (?), de Luis Fabiano como o segundo melhor, de Luis Fabiano como artilheiro, do Brasil como vencedor do Fair Play.
Era o gol do título.
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